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Postado em 13/4/2017

Fabergé: a Páscoa dos Czares

Os preciosos ovos de Fabergé

Peter Carl Fabergé, nascido em 1846 em São Petersburgo - Rússia e educado na França, Alemanha, Itália e Inglaterra. Herdou o ofício de joalheiro de seu pai e 14 anos depois de iniciar esta carreira, em 1870, ele assumiu os negócios do pai em São Petersburgo.

A religião Ortodoxa Russa comemora a Páscoa como um dos mais importantes feriados religiosos e ovos de Páscoa são oferecidos neste dia.

Em 1884 o Czar Alexandre III encomendou a Fabergé um a jóia para presentear a Czarina Maria Feodorovna. Inspirado na Páscoa, ele criou um ovo de ouro e pedras preciosas, iniciando uma riquíssima tradição, tornando-se conhecida em toda a Europa e até mesmo na Ásia.

Após a morte de Alexandre III, em 1894, Fabergé continuou a criar os ovos para a família imperial. O Ovo da Coroação do novo Czar Nicolau II, foi feito em ouro, platina, diamantes, rubis e cristal de rocha, presenteado por ele à Czarina Alexandra. No interior deste ovo, existia um réplica da carruagem que transportou a Cazarina por Moscou , durante as festividades da Coroação. A partir deste dia, Nicolau II passou a encomendar anualmente a jóia para oferecer à czarina Alexandra.

A partir de 1906 surgiram ateliês supervisionado por Fabergé em Moscou, Kiev e Londres para produzir objetos pessoais como cigarreiras, isqueiros e relógios, além de utensílios para serviços de jantar e chá e peças decorativas.

A I Guerra Mundial obrigou Fabergé a utilizar com mais freqüência materiais semipreciosos. O Ovo da Cruz de São Jorge, criado em 1916, por exemplo, foi feito em prata e esmalte, no lugar de ouro e diamantes. Este ovo homenageia Nicolau II pela bravura à frente do exército russo durante a guerra.

Após a Revolução Russa de 1917 a ‘’Casa Fabergé’’ foi nacionalizada pelos bolcheviques, a família Fabergé fugiu para a Suíça. Todos os palácios da Dinastia Romanov foram saqueados e os seus tesouros foram removidos por ordem de Vladimir Lenin e levadas para o Palácio do Arsenal do Kremlin.

Exilado na Suíça, Fabergé faleceu em 1.920

Em 1922, os registros apontam que as obras de Fabergé ficaram sob a guarda de Ivan Gavrilovich Chiranov, do Conselho dos Comissários do Povo. No entanto, dos 50 ovos fabricados, apenas 42 ovos eram conhecidos e oito estavam desaparecidos.

Em 2011, os pesquisadores das obras de Fabergé, Vincent e Anna Palmade, descobriram que um desses ovos de ouro foi vendido em 1964 em um leilão em Nova York por US$ 2.450.  Recentemente, o ovo foi comprado por US$ 14 mil. Os vendedores e os compradores não sabiam do valor histórico da jóia e fizeram o negócio baseado apenas no valor intrínseco. Uma nova avaliação do antiquário calculou o valor da peça em US$ 20 milhões.

 

 

 

 Disputados por colecionadores em todo o mundo, os famosos ovos de Páscoa criados pelo joalheiro russo são admirados pela perfeição e considerados expoentes da arte joalheira. Cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas que dentro deles escondiam surpresas e miniaturas.

 

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