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Postado em 18/3/2002

Meu intercâmbio nos EUA há 26 anos, por Lidia Stella G. Brandão

Quando resolvi que queria passar um ano de minha vida nos EUA há 26 anos atrás, não imaginava, na época, como isto seria um fator tão determinante em tudo o que eu iria ser e fazer durante toda a minha vida. Sem dúvida, aquele ano teve um grande impacto sobre ela. Eu era uma adolescente de 17 anos e morava no interior do Estado de São Paulo. Poucas pessoas ousavam fazer o que eu fiz na época. Os programas de intercâmbio não eram conhecidos, nossos pais não conheciam ninguém que já tivesse ido para contar sua experiência e todos ficavam muito apreensivos e inseguros em mandar seus filhos para tão longe. Mas eu estava determinada a concretizar meu sonho e felizmente tive grande apoio de meus pais, que estavam certos de que eu saberia viver e estaria bem onde estivesse.

A preparação para minha ida foi muito mais trabalhosa do que é hoje em dia. O programa de intercâmbio tinha seu escritório em outra cidade, distante da minha duas horas e meia de ônibus. Além disso, para fazer meu passaporte, eu deveria vir para São Paulo, nove horas de ônibus da minha cidade. Nada foi difícil o suficiente para fazer com que eu desistisse.

Fiquei sabendo onde eu estaria morando de agosto de 1974 a junho de 1975, no aeroporto de Viracopos – Campinas. Fui informada que ficaria no Estado de Dakota do Sul (South Dakota). Não tinha um mapa dos EUA comigo naquele momento. Fiquei imaginando: - "Onde será que fica?". Não tinha a menor idéia onde era, nem tampouco quem seria minha família. Naquela época nem se sonhava com computador (os discos eram de vinil e ainda se falava que equipamento de som era "vitrola").

Tive a grande sorte de ser hospedada por uma família maravilhosa, muito diferente de mim, culturalmente, mas eu estava disposta a fazer todo o possível para me adequar a ela e consegui. Fiquei sabendo mais tarde que ela seria uma família provisória, até que se conseguisse uma família para mim. A família que a princípio era provisória, acabou sendo definitiva. É a minha "família americana" e sinto-me parte dela até hoje. Sei que tenho sempre uma casa para estar, sempre que retorno para lá, sendo sempre bem-vinda.

Meu ano escolar foi maravilhoso, embora eu não tivesse um excelente inglês, pois poucas pessoas sentiam a necessidade de estudar inglês naquela época. Tinha feito um curso básico na única escola de inglês que existia em minha cidade e que havia sido instalada há muito pouco tempo.

Minha experiência como intercambista foi fantástica. Fiz muitos amigos e tive grandes colegas de classe. Muitos amigos que fiz durante o programa, continuam meus amigos até hoje e muitos de meus ex-colegas permanecem em contato comigo. A cada 5 anos, a escola em que estudei faz uma reunião geral de todos os ex-alunos. Como eu me formei em 75, também é reunião de minha classe, segundo a tradição nos EUA dos ex-colegas se encontrarem a cada 5 anos depois da formatura. Eu tive a alegria de poder estar presente na reunião de 20 anos de minha turma e também na de 25 anos, que aconteceu em 2000. Na mesma época, foi a reunião geral da escola e pude me encontrar não só com os meus ex-colegas de turma, como também com vários ex-alunos que também eram meus amigos em turmas anteriores.

Minha vivência nos EUA foi de grande importância em minha vida. Sempre tive muito para falar de lá e trabalho com o ensino da língua inglesa. Foi também muito importante para que meus filhos pudessem seguir meus passos, impulsionado-os para querer viver a mesma experiência. Eles sempre contaram com o meu estímulo para que isso acontecesse também em suas vidas.

Meu filho mais velho, hoje com 19 anos, fez um intercâmbio há 3 anos atrás. Ele decidiu voltar para lá para cursar a faculdade. Ele teve, com sua experiência, opção para decidir o que gostaria de fazer e qual o sistema de ensino em que ele melhor se adapta. Minha filha, hoje com 17 anos, acabou de voltar de um intercâmbio. Ela ficou hospedada com a família de um ex-colega de classe de 26 anos atrás, o qual demonstrou querer muito tê-la como parte da família dele. Nós estreitamos ainda mais nossos laços. Ela teve a oportunidade de ver, viver, avaliar e decidir onde gostaria de estudar futuramente. Embora ela tenha tido um ano escolar maravilhoso nos EUA, decidiu que quer fazer faculdade no Brasil e morar aqui. Tenho minha filha mais nova, com 15 anos, que irá no próximo ano e está muito animada e ansiosa esperando por isto. Temos certeza de que sua experiência também será de grande importância durante toda sua vida.

Lidia Stella Gardini Brandão

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