17 de agosto de 2017 Home | Conte sua história | Cadastre-se | Sobre nós | Fale Conosco | Anuncie aqui
 
 
Voltar para a home do GEx
twitterFacebook    Editorial GEx
pesquisar
 
   
 
Café Brasil
 
 
Postado em 27/4/2007

O intercâmbio mudou minha vida, por Luiz Fabrício Gardini Brandão

Eu me lembro de quando estava cursando a oitava série e minha escola ofereceu uma promoção para uma viagem de 15 dias para a Disney World, na Florida, para os alunos daquele ano.

Quando eu cheguei em casa , tentei de todas as maneiras, convencer minha mãe a me dar esse presente de Natal. Ela não aprovou a idéia. Sugeriu que eu esperasse por mais dois anos até que tivesse maturidade e as condições exigidas para fazer um intercâmbio. Somos três filhos, e ela sonhava com oportunidades iguais para todos. Se eu usasse o dinheiro para passear, não teria a oportunidade de ficar fora durante um ano. Ela tentou me explicar a importância de aprender uma outra língua e ter uma vivência em outro país. Naquela época, não gostei muito de não ter meu desejo atendido, mas decidi esperar.

Quando estava ainda cursando o primeiro ano colegial, a minha mãe me ofereceu o programa de intercâmbio, que seria para o ano seguinte, enquanto cursasse o segundo ano. Aceitei prontamente e escolhi os Estados Unidos para passar um ano da minha vida estudando, aprendendo inglês, convivendo com pessoas diferentes e fazendo novos amigos. Essa experiência foi um sucesso. Eu fiquei em uma cidade de 3000 habitantes chamada Tuttle, no estado de Oklahoma. Morei com uma familia por 7 meses, mas devido a muitas diferenças culturais, e também alguns mal entendidos a meu respeito, tive que deixar a casa onde estava morando. Meu melhor amigo da escola, Keith Dennis, ofereceu a sua casa para que eu pudesse terminar os 3 meses restantes do ano escolar. Nossa amizade cresceu muito durante esses três meses e nós realmente nos tornamos irmãos.

Voltei para o Brasil e terminei o último ano do curso colegial. Decidi não fazer faculdade no Brasil, pois pude perceber que não me adaptava com o sistema de ensino brasileiro tão bem quanto tinha me adaptado com o sistema de ensino americano. Consegui um emprego como professor de inglês e durante um ano, trabalhei por período integral e guardei dinheiro para voltar para os EUA e iniciar minha carreira universitária.

Em janeiro de 2001, meu amigo-irmão Keith veio para o Brasil me visitar e me levar de volta para sua terra. Hoje, moro em Newcastle (perto de Tuttle), e faço faculdade (pré-médico) no Oklahoma City Community College. Sinto muitas saudades do Brasil, mas pretendo visitar minha família no Brasil, pelo menos uma vez por ano. Eu tenho essa oportunidade de fazer faculdade nos Estados Unidos porque continuo morando com a mesma família que me hospedou há 3 anos atrás (Keith, e seu pai Mark). Nesse próximo Natal (dezembro de 2001), irei ao Brasil para visitar minha família e o meu pai hospedeiro, Mark irá comigo.

O programa de intercâmbio abriu muitas portas em minha vida. Sempre que percorro os corredores da faculdade, encontro muitos amigos que estudaram comigo no High School. Nos finais de semana nós nos reunimos para jogar volleyball, ir ao cinema, nadar no lago, etc. Se não fosse pelo programa de intercâmbio, eu não teria tantos amigos aqui com tenho hoje, não teria condições de realizar meu sonho de cursar uma faculdade nos Estados Unidos e também não teria tido a oportunidade de ver o maior tornado da história dos Estados Unidos, que passou por Oklahoma no dia 3 de maio de 1999, o que foi uma experiência incrível e inesquecível em minha vida.

Luiz Fabrício Gardini Brandão

Artigos relacionados

Meu intercâmbio nos EUA há 26 anos, por Lidia Stella G. Brandão
Fiz intercâmbio na mesma cidade que minha mãe

 


Especiais GEx

Especiais GEx

 
   
 
© 2017 Global Exchange. Todos os direitos reservados.