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Climate Change
 
 
Postado em 25/1/2007

Acumulando Milhas e Gases de Efeito Estufa

Por Samy Hotimsky
samy@globalexchange.com.br

Acumulando Milhas (e Gases de Efeito Estufa)

Em sua próxima ponte aérea ou viagem internacional pare e pense: você estará acumulando milhas, mas também contribuindo para as mudanças climáticas!
O setor de transporte aéreo atualmente representa cerca de 3% das emissões totais de CO2 da União Européia (ou 12% das emissões totais do setor de transportes), e considerando seu aumento de demanda para os próximos anos, poderão neutralizar cerca de 25% das emissões reduzidas requeridas pelo Protocolo de Quioto até 2012 para aquela região. A nível global, as emissões de CO2 resultantes de viagens aéreas internacionais aumentaram 48% de 1990 para 2002; um acréscimo de 3,4% ao ano. Em termos absolutos, isso representa cerca de 203 milhões de toneladas de CO2 equivalente (MtCO2e), ou 1,2% das emissões reportadas para os paises desenvolvidos.

Mas o impacto relativo do setor para as mudanças climáticas não se resume somente nas emissões de CO2. Aeronaves também emitem poluentes atmosféricos chamados óxidos de nitrogênio (NOx), que são particularmente eficazes na formação de ozônio (um gás de efeito estufa) quando emitidos na altitude de cruzeiro. A emissão de aeronaves também resulta em 'fugas de condensação' (vapor d'água) e também são suspeitas em aumentar a formação de 'nuvens de cirrus'; efeito que aumentam o potencial de efeito estufa. Em 1999, o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) estimou que o impacto nas mudanças climáticas do setor de transporte aéreo e de 2-4 vezes maior do que o impacto somente das emissões de C, sem considerar o potencial efeito do aumento de nuvens de carros. Nuvens de cirrus permanecem a uma altura maior do que 6.000 do solo terrestre e, portanto, contem cristais de gelo que podem reter mais calor na atmosfera terrestre.

Diante do potencial de impacto de aeronaves para as mudanças climáticas, o Parlamento Europeu aprovou no mês de Julho de 2006 medidas para mitigar o problema. Uma medida regulatória poderá ser a inclusão do setor no comercio de emissões da União Européia que teve inicio em 2005. Outras medidas poderão incluir uma taxa no combustível de querosene de aviação para viagens aéreas dentro do território europeu, e/ou a adoção de outras taxas regulamentadas para outros meios de transporte na Europa.

Alem destas medidas, outras soluções incluem: o amplo emprego de materiais de baixa densidade na construção de aeronaves; a introdução de combustíveis alternativos (ex. querosene vegetal); otimização do sistema de trafego aéreo; e a substituição intermodal em alguns trechos (ex. ponte aérea Rio-Sao Paulo).

Para saber mais:

  • Simoes, A.F., (2003). O Transporte Aéreo Brasileiro no Contexto de Mudanças Climáticas Globais: Emissões de CO2 e Alternativas de Mitigação. Tese de Doutorado. Planejamento Energetico, UFRJ/COPPE.
  • European Climate Change Programme II, (2006). Aviation Working Group Final report. European Commission.
  • IPCC Special Report (1999). Aviation and the Global Atmosphere. IPCC.

Samy Hotimsky
samy@globalexchange.com.br
Samy Hotimsky, biólogo, economista e estudante de doutorado em Ciências Ambientais. Correspondente do Global Exchange escreve periodicamente para o Climate Change.

 

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